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O holocausto na visão de um garoto

segunda-feira, 6th *.* julho, 2009

Semana passada fiz uma sessão de filmes aqui em casa (graças ao meu irmão) de um jeito que eu não fazia há pelo menos um ano. Tava com saudade até de pegar vários DVDs e sentar no sofá durante o fim de semana e assistir até dormir. Na leva de filmes que estavam aqui em casa veio dois em particular que eu sempre ouvi falar muito e, por isso, estava com muita vontade de ver: Sweeney Todd, com o camaleônico Johnny Depp, e O Menino do Pijama Listrado, baseado num livro homônimo de John Boyne.

O olhar dele é expressivo

O olhar dele é expressivo

O primeiro eu já conhecia a história por cima e tudo mais, por isso foi uma sessão normalzinha. Obviamente, Tim Burton fez, como sempre, um trabalho de mestre com essa adaptação e o filme ficou ótimo. Mesmo. E assumo que Helena Bonham Carter também é ótima atriz, e parece que realmente nasceu para interpretar com o Johnny.

Já o segundo filme foi extremamente surpreendente. Eu apenas sabia que era um drama locado no período da 2ª Guerra Mundial e que falava sobre o holocausto. Até aí, pensei que era um filmezinho em que alguém morre (acertei aqui) e afeta a história de muita gente (aqui eu acertei mais ou menos). O melhor desse longa, obviamente, é a fotografia. E a simplicidade.

A história [bem sintetizada] é a seguinte: uma família alemã, cujo pai é um militar das forças nazistas, que precisa se mudar de Berlim para Auschwitz onde tem um campo de concentração de judeus. Sob a condição de que viverão longe o bastante, a mãe concorda. Só que chegando lá, o campo nem é tão longe assim e o filho do casal vê o local da janela do quarto.

Planos com listras, muitas listras

Planos com listras, muitas listras

Fazendo expedições, o molequinho de 8 anos acaba chegando na parte de trás do campo, e encontra um molequinho judeu da mesma idade. E eles ficam amigos. Aí os ‘problemas’ começam a surgir, e uma coisa vai levando a outra. Até que o filme acaba e você tá com vontade de chorar. É um drama como pouquíssimos eu já assisti.

Mas a “moral da história” que fica para mim é: o quê nossa ignorância (no sentido verdadeiro da palavra) pode causar na nossa vida; o quantos nossos ideais podem não valer nada se não tivermos coragem de fazê-los acontecer; até onde vale mentir para ‘proteger’ alguém que gostamos; e que crianças são os melhores seres humanos, em todos os sentidos.

No making-off, alguém da produção também explica que as listras não são exploradas só nos pijamas mas também em quase todos os planos da sequência, que elas fazem parte da história toda. Por isso, como leigo no assunto, acho que a fotografia desse filme é perfeita. Dá uma olhada no trailer aí:

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