Archive for the ‘Isso é fato’ Category

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Como é difícil ter um animal de estimação

terça-feira, 11th *.* agosto, 2009

Tenho a impressão que sempre começo meus posts com a palavra ‘sempre’. Quando eu comecei esse não ia ser diferente: ia escrever “Sempre gostei de animais de estimação e, desde que me conheço por gente, tenho um animal além do meu irmão em casa”. Mas lembrei que sempre escrevo ‘sempre’ no começo dos meus textos e resolvi não começar esse desse jeito. Como vocês viram, não deu certo. Tem mais ‘sempre’ nesse parágrafo do que teria se eu simplesmente tivesse começado o post com ‘sempre’…

Continuando o texto.

Minha preferência dentre todos os animais é dos cachorros. Queria ter uma chinchila, mas minha mãe nunca sequer comprou um coelho para mim, por serem meio fedidos (acho que ela nunca percebeu o cheiro dos cães). Então desde que sou pequeno tenho a presença de um ‘melhor amigo do homem’ dentro de casa. Daí faz umas duas semana mais ou menos, minha amiga Priscila disse que uma cadela apareceu na porta da casa dela e fez da calçada sua casa.

A cachorra estava até triste

A cachorra estava até triste

A pequena Pri, um coração mole, queria adotar a cachorrinha, mas com a atual conjuntura monetária a coisa parecia meio inviável. Só que ela deu comida para a cachorra. Depois disso, sem chance! Não há cachorro que saia da porta de casa. Eu meio que a convenci a botar a cachorra para dentro. Que alegria. Ela conversou comigo no dia seguinte e estava toda feliz.

Dedicada, Priscila até ligou para a prefeitura e descobriu que ela tinha direito a levar a cadela para ser castrada e fazer um check-up veterinário de graça. O município bancaria. Tudo lindo, né?! Mas surgiu um porém. O irmão dela tem medo de cachorros. De todo e qualquer um. E a Lua (foi até batizada) não é nenhum Chihuahua. Na verdade ela é uma linda mistura de alguma raça com outra que eu não sei identificar. Preta, pelo curto, uma carinha dócil. Até eu fiquei com vontade de levar para casa, mas lembrei que um Chihuahua e uma Pincher dão trabalho o bastante.

Olha que amor

Olha que amor

Lua, como qualquer animal já crescidinho e não acostumado com o novo ambiente, um dia rosnou, latiu e avançou no irmão da Pri traumatizado com cães. E então surgiu a ameaça. Ou ela ou eu, disse ele. E a Priscila ficou com o coração entre a cruz e a espada. Ela não podia deixar o irmão ir embora (foi um drama, eu sei), mas também não queria se despedir do primeiro amigo de quatro patas que ela tinha na vida e que fora adquirido há tão pouco tempo. O que fazer?

Primeiro, o básico: a cachorro vai precisar se acostumar. Então é só se aproximar do animal devagar, com a mão baixa e dá-la para ele cheirar. Tem medo de ficar perto? Pega uma camiseta ou uma blusa usada (fedendo não, hein gente) e deixa ele cheirar. É batata! O cão não vai ficar latindo para você só de por chegar em casa (exceto se ele tem um histórico violento por natureza).

Mas não teve jeito, o irmão da Priscila foi irredutível. Ela então lançou uma campanha de adoção da Lua. Mandou e-mail e recados por Orkut e, como ela conhece gente pra cacete, alguns dias depois já tinha uma família querendo levar a cachorra para casa. A Pri ficou imensamente triste, afinal perder o melhor amigo do homem que você nunca teve e sempre desejou deve ser difícil.

Ela estava dividida entre ficar feliz pela cachorra ganhar um lar e triste por não ter mais um animal de estimação. Num sábado, a Priscila foi levar a Lua para a nova família e a cachorra já ficou toda feliz. Lá, ela vai viver junto com o Thor, um boxer branquinho que faz o papel de segurança da empresa da família, na zona leste de São Paulo.

Thor dando boas vindas às convidadas

Thor dando boas vindas às convidadas

Quem quiser adotar um cachorro pode fazer igual a Priscila e pegar um de rua mesmo. Garanto que uma raça não vai te fazer mais feliz que a outra. Mas é sempre bom avaliar quais raças latem menos ou são mais ativas, caso você não possa passear com eles sempre. A Prefeitura também desenvolveu um site para facilitar adoções. Você escolhe o tipo do animal que quer e aparecem os mais semelhantes a sua escolha que estão em canis públicos da cidade. Dá uma passada lá no Probem. Em outros posts eu falarei mais sobre animais.

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Tempo

segunda-feira, 29th *.* junho, 2009

Às vezes o tempo não trabalha a meu favor. Ou talvez eu não saiba administrar meu tempo. Na verdade, acho que são os dois somados ao jornalismo. Esses e outros motivos. Por isso, uma semana sem post. Até quarta tem um novo.

Chapeleiro

Sempre com pressa, sempre sem tempo

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Até onde as mentiras chegam

domingo, 31st *.* maio, 2009

Minha mãe sempre me ensinou que as mentiras têm pernas curtas. Desde de pequeno eu escuto esse ditado e muitos outros sobre o porquê de não mentir. Mas conforme a gente vai crescendo as coisas mudam e percebemos que alguns tipos de mentiras são válidos na vida, até mesmo porque são exigidas pela sociedade.

Nesse momento minha mãe veio explicar a diferença entre precisar realmente mentir e simplesmente mentir para se safar de certas coisas ou para se dar bem inconsequentemente. Nessa época eu estava na infância e tudo deu um nó. “Quer dizer que eu posso mentir, mas não posso?!” Fiquei confuso, mas depois aprendi o que ela estava querendo dizer.

Aprendi que tudo depende de até onde queremos chegar com essas mentiras, grandes ou não, necessárias ou não, de pernas curtas ou longas. Recentemente houve um fato que me fez voltar a pensar no que o humano é capaz para conseguir algo: a brasileira que acusou neonazistas de agressão na Suíça. Nessa semana, a advogada Paula Oliveira foi internada mais uma vez por causa de possíveis problemas psicológicos.

Claro que o caso dela é muito complexo, pois, como há fortes indícios, Paula pode ter algum problema que pode ter feito ela inventar seguidamente. Esses problemas seriam transtorno bipolar, ainda uma hipótese, e lúpus, esta última confirmada e que pode gerar alucinações nos pacientes.

Adoro House

Adoro House

Mas uso o exemplo da Paula para justificar o que eu vi nesse fim de semana no próprio House [ou outra série que não lembro bem]: quando mentimos uma vez, vamos ter que mentir até o fim. É um ciclo vicioso que nos deixa mal-acostumados e que gera a necessidade de se inventar mais e mais para que não tenhamos que explicar a mentira anterior.

Só que tem uma hora que a nossa cabeça sacaneia e esquecemos alguns detalhes da mentira e somos pegos. Nessa hora entendi o motivo de a mentira ter as pernas curtas: ela não consegue ir muito longe, nem pular tão alto e nem fazer qualquer outra coisa que pernas longas faria.

Primeiro Paula mentiu a gravidez. Depois a agressão, que teria feito ela perder os filhos gêmeos. A imprensa brasileira caiu matando num primeiro momento, afinal, era uma filha da pátria que estava sendo abusada lá fora. Depois, alguém percebeu que podia ser furada e a imprensa começou a condicionar as coisas. Foi quando avisaram que Paula poderia ter feito aquelas coisas com ela mesma. Daí vieram as análises médicas e policiais, que constataram algo errado.

Depois disso veio a enxurrada de mentiras: descobriram que a gravidez era outra farsa, e o ultrassom que ela mostrou como prova havia sido tirado da Internet; os amigos suíços dizem que Paula afirmou ter sido casada aqui, no Brasil, e fantasiado a morte do marido – primeiro, ele estava no voo da TAM que caiu em Congonhas, depois, ele teria sido atropelado por uma lancha.

Agora, Paula Oliveira está sendo processada pelo Ministério Público da Suíça por falso testemunho e, se ficar comprovado que ela estava consciente do que fez e estava querendo dinheiro do governo suíço ou tentando forçar o seu namorado casar com ela, poderá pegar até três anos de prisão.

Por isso, penso duas vezes antes de mentir. Mas nem por isso vou deixar de contar mentiras, afinal, uma psicóloga aí diz no seu livro que mentimos em 25% do tempo. É uma coisa natural. Só depende de como estamos usando essas mentiras e quais são as consequencias delas.

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Histórias em família

terça-feira, 26th *.* maio, 2009

Quando uma família inteira se junta sempre tem aquelas rodas de histórias. Pelo menos é assim na minha família. Não teve uma única vez em que fui para Curitiba e, sei lá, no fim de semana todos os tios e tias estivessem na casa dos meus avós, tomando café e falando terrivelmente alto as histórias mais bizarras da família pré-casamentos.

Esses contos de recordação vão desde as coisas que um cachorro que vivia na roça fazia até um rodeio frustrado. Logicamente, as histórias dos meus pais e tios parecem beeem mais legais que as minhas. Não sei por quê. Mas tem uma história que eu presenciei no auge na minha infância que faz páreo com todas as outras. E ela é uma das que quase sempre são contadas. Vocês já vão descobrir o motivo.

Minha memória não é tão boa, logo não lembro o dia nem o ano do acontecimento. Sei que era um dia meio frio e que tinha uma neblina lascada. Pois bem, um daqueles parques de diversão itinerantes que passam por todas as periferias de todas as cidades estava aqui perto de casa. Nessa época a segurança parecia um pouco melhor e as crianças não morriam nesses parquinhos com tanta frequencia. Ou eu não lia tantas notícias na época.

O mais legal desse parque é que ele tinha um bônus: vinha com um rodeio, desses parecidos com os de Jaguariúna e Barretos, de grátis. Só que esse rodeio acabou custando mais caro do que o esperado por mim, meus pais e meu irmão. O parque-rodeio estava instalado num campo de futebol desses de várzea, fator muito importante para toda a história.

Bem parecido!

Bem parecido!

Depois de muita encheção de saco minha e do mano, os papais pegaram a VW Brasília marrom, ano 76, e fomos felizes para o parque lá pelas 19h. Chegamos lá e estacionamos o carro perto de um poste e entramos em campo. Fomos no carrinho de bate-bate [curto muito] e no chapéu mexicano; comemos pipoca e cansamos.

Mamãe teve a ideia de ir ver o rodeio então, já que não estávamos fazendo nada. Meu irmão disse não, bateu o pé e ganhou a carta de alforria: ingressos para ir se divertir sozinho no parque. Eu fiquei puto da vida, mas era o caçula e tinha que ficar perto da mamãe. Fomos para a grade ver alguém tentar laçar o boi. Mas aí a história fica legal.

Estávamos distraídos, vendo e ouvindo o locutor narrar aquela partida de futebol louca tentativa de o cowboy pegar um boi meio caquético, um bezerro meio crescido. Minha mãe sempre foi neurótica, como a maior parte das mães comuns, imagino eu. E num desses momentos neurose dela resolveram soltar uma bomba, o que a cabeça dela decidiu decodificar como um tiro.

Daí em diante ocorreu a maior sucessão de desastres da minha vida em menos de uma hora. Ela virou para o meu pai e disse “Isso é tiro. Pega o Rômulo!” e me agarrou pelo braço e começou a correr em direção à avenida e ao carro. Assistindo Carga Pesada depois, eu diria que a dona Eva poderia ter dito “É cilada Bino”.

Nunca tinha visto minha mãe correr tanto quanto naquela noite. Corríamos como se o Touro Bandido, da novela América, estivesse atrás da gente, louco e raivoso.

Ué, mas não era?!

Ué, mas não era?!

Lembra que eu disse no começo do post que estava uma neblina nesse dia, quase uma garoa? E que era um campo de futebol de várzea? Então, juntos esses dois fatores criaram um problema: lama. Minha mãe escorregou numa parte do campo e foi pro chão. E eu fui junto.

Nós dois não contávamos com uma coisa: que todas as outras pessoas iriam dar ouvidos ao que ela disse. Quando eu olhei para trás não tinha um touro, mas centenas de pessoas correndo desenfreadamente. E a gente estava no chão.

Foi cena de filme. A carteira dela escorregou da mão e alguém passou e chutou. “Minhaaa carteeeiraaaaaaaa!” O infeliz que tinha chutado e passado por cima de nós dois gritou lá na frente “Desculpa tia”, enquanto várias outras pessoas passavam loucamente. O narrador também ouviu minha mãe e falava no microfone “Volta pessoal, volta. Não foi tiro; era uma bombinha”.

Que nada. Ninguém escutou o que ele disse. Minha mãe, com o seu poder persuasivo, fechou o rodeio e o parque de diversões. Se tivesse sido tiroteio, eu e minha família, apesar da agilidade, teríamos morrido. Eu estava chorando a essa altura. Nem brinquei direito, fui pisoteado e estava todo sujo. Meu pai tinha conseguido encontrar meu irmão e eles estavam do outro lado da avenida já, intactos e limpos.

Mas a aventura não acabou por aí. Quando chegamos na Brazuca Marrom eis que encontramos uma charrete com um cavalo preso ao poste. Meu pai deu partida no carro e começou a sair quando percebeu que a charrete estava acompanhando, e o cavalo vindo junto, de marcha à ré. O animal havia dado ré na charrete, mais cedo, e o parafuso e a porca do veículo agrícola simplesmente entraram na grade da Brasília. E não tinha quem tirasse eles de lá.

Meu pai, bufando, começou a procurar o dono daquele treco. Encontrou um ser bêbado a uns 150 metros, perto de uma padaria. Quando o cara conseguiu chegar perto do poste – ele demorou muito tempo – ainda reclamou. “Poxa, esse carro tinha de estar aqui?” Meu pai quase pulou no pescoço dele, mas manteve a paciência. No fim, o bêbado só atrapalhou e depois de uma meia hora o cavalo fez um movimento mirabolante e o parafuso saiu da grade do carro.

Quando tudo isso acabou já eram umas 23h. O lugar estava sinistro: tudo escuro, aquela neblina, a avenida e o campo vazios. Eu, meus pais, meu irmão e a Brasília, um bêbado, seu cavalo e a charrete era tudo o que sobrava naquele lugar. Foi uma experiência traumatizante. Nunca mais fui em rodeios, mas ainda arrisco os parques de diversões [mas não os itinerantes].

Essa história já foi contada diversas vezes para a família, para os amigos e quase virou um Retrato Falado, mas minha mãe não quis mandar a carta. Daí resolvi espalhar ela por aqui mesmo.

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Nascimento [Festa de Inauguração]

sábado, 16th *.* maio, 2009

Resolvi começar esse blog, finalmente. O projeto dele existe há cerca de seis meses, com tudo no rascunho. Mas fiquei com preguiça, porque é sempre bom atualizar com frequência, o que eu não poderia fazer. Mas daí eu resolvi começar, “por quê não?”. Mesmo sem atualizações frequentes.

Começei ele ontem, no dia do meu aniversário.
Por quê?
Porque eu estava com a mamãe e resolvi perguntar como tinha sido o dia 15 de maio de 1988, antes e depois de eu chegar ao nosso mundo. Acho que nunca tinha me perguntado isso, nem a ela. E fiquei surpreso. Dona Eva não sentiu dores.

“Como assim, mãe?! Era um parto e você não sentiu dores?”. E ela olhou para a janela (estávamos num ônibus), como se partos sem dores fossem as coisas mais comuns do mundo e disse “não”.

Pois bem, ela estava no 9º mês de gestação. Eu, apressado, tinha tentado sair algumas vezes antes, lá pelo 7º mês, e ela, como sempre, me impediu de fazer essas coisas sem noção. Ela disse que acordou, com o barrigão (era muito grande mesmo – depois coloco uma foto), e até as 14h teve um dia normal.

Mais ou menos nesse horário, ela se preparava para ir a uma convenção da nossa religião. Estava no quarto, em frente ao espelho, passando o batom. “Dai deu uma vontade de ir fazer xixi. Fui ao banheiro e fiquei muito tempo”. Um amigo da família, chara do papai, Carlos, foi buscá-la para levar à reunião. “Vamos mulher, a Zuleica (esposa dele) está esperando”.

Minha mãe tivera o primogênito da família, Rômulo, de parto cesariana, porque ele insistia em ficar na barriga. Não quis sair de jeito nenhum. Quando os médicos chegaram no útero, o encontraram roxo, com a corda o cordão umbilical enrolado no pescoço. Logo, a bolsa dela não havia rompido quatro anos e meio antes de eu querer nascer.

“Não sabia o que era aquilo”. Ela voltou para frente do espelho para terminar de se arrumar. O amigo entrou e acelerou mais minha mãe. Nisso ela já tinha ido ao banheiro várias outras vezes. “Acho que eu não vou mais. Não paro de ir ao banheiro, como vou poder participar da reunião desse jeito?” O Carlos deu uma luz para minha mãe: “Mulher, sua bolsa estourou. Seu moleque tá nascendo”.

Então, mamãe chamou papai, que chamou o vizinho com carro, o Vado, e fomos todos felizes para o hospital. Eu querendo nascer loucamente, afinal já fazia dois meses que minha primeira tentativa tinha sido frustrada. Ela explicou que não sentiu dores porque não teve tempo de ter contrações.

Quando chegou à maternidade, o Hospital Assunção, em São Bernardo do Campo, o médico mandou ela direto para a sala de cirurgia, afinal não fazia sentido fazer ela sofrer se não tinha abertura vaginal para passar meu cabeção. Isso porque ela tinha plano de saúde.

No hospital público Santa Marcelina, onde meu irmão nasceu, e também quase morreu, os médicos colocaram minha mãe no soro e mandaram ela esperar. Acho que meu brother não teve paciência e colocou o cordão no pescoço, para agilizar. Ele nasceu com os macetes para fazer as coisas públicas funcionarem. Na ‘malandrági’. E ela teve muitas dores, desnecessárias. Depois, fizeram o mesmo que os médicos do Assunção.

Então, às 20h41 do dia 15 de maio de 1988, o ano do dragão no zodíaco chinês, no signo de Touro no zodíaco astrológico, numa noite de domingo de outono, quando o Fantástico deveria estar começando, eu nasci. Puxaram meu cabeção da barriga e me bateram. Fizeram eu chorar e parar quando me encostaram na minha mãe. Mamãe estava meio dopada, mas disse que eu era “tãao lindo”

Como assim, mãe?! Eu não sou mais hoje? Enfim…

Foi assim que tudo começou, há 21 anos. Hoje, como Thaís me explicou, sou emancipado. Posso casar e ir preso, e me fuder de várias outras maneiras, sem ter que colocar meus pais no meio. E é assim que nasce meu Mundo: sem dores, sem remédios, sem médicos e sem o cabeção.

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Abaixo, o texto original de inauguração, guardados nos rascunhos do blog desde novembro.

Como o previsto, o meu Mundo foi inaugurado junto com o ano que começa. Mas há muito tempo que ele está funcionando, não a todo vapor, mas na medida do possível, para ganhar uma cara legal, de uma maneira quase perfeita (o que nem o autor é) e agradável.

Foram horas a fio, trabalhando (cerca de 16, divididas em dois meses e meio) para que meu mundo, na parte online mas sem o www, ganhasse vida. Quatro tentativas para criar um banner que eu gostasse e que não tivesse que pagar nem pelos direitos autorais ou para um especialista em arte (agradecimentos ao Mah). Escutei milhares de vezes o Gabriel dizer “só falta você e a Nina ter um [blog], aqui da baia”,  e vi a Ana concordar em silêncio, todas as vezes. Só falta a Nina.

Agora o que resta é colocar no papel na tela tudo que acontece nesse mundinho chato, sem graça e parado que roda loucamente. Meu olhos míopes e sem óculos (tá, as vezes eu uso) e meus ouvidos perfeitos (zumbem que é uma maravilha) trabalharão como nunca para captar tudo o que estiver ocorrendo ao meu redor.

Aqui, vai virar pauta uma imagem legal, uma conversa no trabalho, uma viagem de ônibus/metrô ou qualquer outra coisa que seja interessante. Qualquer coisa mesmo, até aquilo que você, leitor, pode não achar. Sorry! Ah, eu aceito sugestões de pauta aqui, tá. Mas tem de ser criativo e escrever em português (pode ser ainda com acentos, tremas e letras diferenciais). Se vier em español ou em english eu tento, mas só vou ler se for realmente bom [/exagerado].

E antes que eu esqueça, a Festa de Inauguração vai ser marcada para quando eu estiver de férias e o Mundo com bastante leitores, porque sem eles o que vai ser da comemoração e do blog, não é mesmo?!