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Quando um comercial é bom

terça-feira, 14th *.* julho, 2009

Sempre gostei de ver propagandas. Okay que alguns comerciais não merecem ser vistos por ninguém, mas tem outros que me deixam de boca aberta na frente da TV. Os motivos para não me fazer zapear pelos canais durante uma propaganda são os mais diversos: produto que me interessa; ideia do comercial boa; imagem interessante, propaganda que não parece propaganda…

Hoje eu estava no trabalho, na minha sala com sete TVs (morram de inveja), quando vi um desses comerciais. Fiquei de boca aberta e intrigado, porque o comercial era interessantíssimo e porque no fim nem parecia um comercial. Não havia aquela tentativa explícita de ‘produto’ nem de ‘venda’, mas obviamente eles estavam lá.

O comercial era simplesmente um vídeo, com uma música suave, e mais nada. No fim a tela fica preta e aparecem as palavras “Inhotim. Impressionante.”. Fiquei realmente impressionado. Na mesma hora dei um Google e encontrei tudo o que precisava saber. Dá uma olhada no vídeo (em HQ é mais legal!):

E aí? O que vocês acham que é o tal do Inhotim? A última coisa que eu imaginaria é que o Instituto Inhotim seria um museu. Fica em Brumadinho, uma cidade a 60 km de Belo Horizonte, e tem um acervo de 500 obras que vai de pinturas e esculturas à vídeos e instalações. Só que o “impressionante” é onde fica o museu.

As galerias de arte ficam espalhadas por um imenso jardim botânico (45 hectares) e tudo isso fica dentro de uma área de preservação de 600 hectares. Só para lembrar, um hectare tem mais ou menos a mesma área que um campo de futebol. Nesse  parque há vários jardins paisagísticos (obras de arte também), inclusive alguns feitos por Roberto Burle Marx, mestre no assunto. Vale lembrar que algumas das obras, em grande escala, estão nos jardins (tem umas duas que aparecem no vídeo).

Foto: Marcus Friche

Um dos jardins. Foto: Marcus Friche

E tudo isso eu descobri por causa de um vídeo-propaganda instigante. Por falar no vídeo, voltemos a ele. A propaganda foi criada pela agência Filadélfia Comunicação, produzida pela Zeppelin Filmes e dirigida por Carlos Manga Jr. Foram três dias de filmagem, com mais de 800 pessoas no elenco. Os locais de filmagem foram a Praça Sete, o Mercado Central, o viaduto do Minas Shopping e outros locais de BH, até a chegada ao Inhotim.

A base do filme foi uma tal de Síndrome de Sthendal, uma doença que faz a pessoa ter aceleração do ritmo cardíaco, vertigens, falta de ar e até desmaio quando exposta a obras arte. Há! entenderam?! Animal, né?! Eu achei. Enfim, uma boa propaganda para um produto ótimo. Quando eu for a BH farei uma visita a esse museu. Certeza.

Outras informações sobre o Inhotim:
Instituto Inhotim
De repente, 30

Update – encontrei esse link de um jornal mineiro: “Além da CPI do Senado, o MPF também investigará Inhotim, que tem toda sua manutenção financiada pela Petrobras

O senador José Nery (Psol-PA) mostrou-se indignado com o fato da Petrobras Distribuidora patrocinar o projeto “Manutenção do Inhotim – Plano Anual de Atividades”, que consiste no pagamento das despesas com a manutenção permanente do espaço. […] “figuram na lista dos administradores da ONG pessoas conhecidas no meio da corrupção e desvio de dinheiro público, como do senhor Cristiano Paz”, disse o senador.

Cristiano foi sócio de Marcos Valério e é irmão do presidente de Inhotim. Ele foi denunciado e processado pela Procuradoria da República no caso mensalão. Bom saber, não é mesmo!

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Arte ‘quadrada’ é cubismo!

sexta-feira, 3rd *.* julho, 2009

Sempre gostei de cubismo. É um dos meus poucos estilos artísticos favoritos. Gosto porque qualquer coisa fica ‘quadrada’ na visão desses artistas, meio lego, sabe?! Gosto também porque o espanhol Pablo Picasso foi o precursor desse tipo de arte. O cara sempre fez as coisas surpreendentemente diferentes e seu sucesso se deu por causa disso. Gosto dele por isso, assim como gosto de Pierre Renoir pelos quadros ‘borrados’ e do Edgar Degas pelas bailarinas.

Quadrado e morto, mas colorido

Quadrado e morto, mas colorido

Mas a arte não vive só do passado. E o tio Picasso influenciou muita gente, assim como foi influenciado pela arte africana para dar inicio ao movimento cubista (as aulas do Warde eram boas). Por isso, uma dica. Abriu ontem à noite uma exposição no Espaço Cultural CRC de São Paulo com a mostra “Reflexão Cubista”, de Henri Carrières, um francês que, aos 5 anos, se mudou para o Brasil, em 1952.

Sua especialidade é natureza morta. Então ele transforma tudo quando é tipo de coisa (exceto as vivas, óbvio) em quadro. A exposição vai até o fim do mês e é de graça. Vale a pena, viu. Pena que só abre de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h (só para quem estiver de férias ou de folga). O espaço Cultural CRC fica na Rua Rosa e Silva, 60, em Higienópolis. Pertinho da estação Marechal Deodoro (linha vermelha).

Outras informações no (11) 3824-5433