Posts Tagged ‘cultura’

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Arte ‘quadrada’ é cubismo!

sexta-feira, 3rd *.* julho, 2009

Sempre gostei de cubismo. É um dos meus poucos estilos artísticos favoritos. Gosto porque qualquer coisa fica ‘quadrada’ na visão desses artistas, meio lego, sabe?! Gosto também porque o espanhol Pablo Picasso foi o precursor desse tipo de arte. O cara sempre fez as coisas surpreendentemente diferentes e seu sucesso se deu por causa disso. Gosto dele por isso, assim como gosto de Pierre Renoir pelos quadros ‘borrados’ e do Edgar Degas pelas bailarinas.

Quadrado e morto, mas colorido

Quadrado e morto, mas colorido

Mas a arte não vive só do passado. E o tio Picasso influenciou muita gente, assim como foi influenciado pela arte africana para dar inicio ao movimento cubista (as aulas do Warde eram boas). Por isso, uma dica. Abriu ontem à noite uma exposição no Espaço Cultural CRC de São Paulo com a mostra “Reflexão Cubista”, de Henri Carrières, um francês que, aos 5 anos, se mudou para o Brasil, em 1952.

Sua especialidade é natureza morta. Então ele transforma tudo quando é tipo de coisa (exceto as vivas, óbvio) em quadro. A exposição vai até o fim do mês e é de graça. Vale a pena, viu. Pena que só abre de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h (só para quem estiver de férias ou de folga). O espaço Cultural CRC fica na Rua Rosa e Silva, 60, em Higienópolis. Pertinho da estação Marechal Deodoro (linha vermelha).

Outras informações no (11) 3824-5433

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Diferenças sutis entre homens e mulheres

terça-feira, 16th *.* junho, 2009

Existem umas diferenças bem sutis no comportamento masculino e feminino. Daí, a cerveja Goldstar, de marca israelense, resolveu fazer uma campanha engraçadinha sobre essas diferenças. A coisa toda é bem ilustrativa e simples. Clica pra aumentar:

Homens e Mulheres 2Bebida e relacionamento

Homens e MulheresRoupas e bebidas

HomemMulher3Bebida e necessidades fisiológicas

E por mais que soe machista ou qualquer outra coisa que os politicamente corretos possam dizer, eu ri muito da ideia e gostei demais da propaganda. Inclusive, concordei com a ideia geral. E a propaganda é meio velhinha.

Gi que me mostrou isso lá no Tipo Isso.

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Sobre sociedade, cultura e homossexualismo

sábado, 6th *.* junho, 2009

Li na sexta uma matéria relativamente velha, mas como era de uma revista ainda estava relativamente em dia: “A primeira família de duas mulheres“. Fala sobre um casal de mulheres – Carla e Michele – que conseguiu na Justiça o direito de registrar seus filhos, um casal de gêmeos, com o nome de ambas. Mas esse é só o segundo fator que chamou minha atenção (e o da Ana, que passou o link para mim e o resto da baia 63).

O fator que grita ali é o fato de Carla e Michele não se considerarem homossexuais. Ou gays. Ou qualquer outra palavra de definição que você queira colocar aqui. Justamente porque, para elas, essas definições não fazem sentido. E isso virou discussão entre os trabalhadores da baia 63. O assunto foi para a abscissa e todos expomos nossas opiniões.

Michele segurando a filha e Carla com o filho no colo

Michele segurando a filha e Carla com o filho no colo

E eu vou tentar explanar um pouco mais sobre aqui. As gurias lá do Sul, que conseguiram um marco no quesito sociedade, são psicanalistas. Logo, falar sobre o assunto com elas deve ter sido uma análise. Elas queriam ter uma família, como qualquer outra pessoa (acho). Mas o ponto que fica em destaque é que elas apenas querem ser normais. Ponto. E são normais.

O que acho que as moças lá de Santa Catarina dizem é que as pessoas se apaixonam e gostam de outras pessoas. Independentemente do sexo biológico que cada um tenha, o ser humano deveria gostar daquilo que o complemente e o faça feliz. E foi o que aconteceu com elas. Carla se apaixonou pelo o que Michele representava para ela, no caso, uma figura masculina.

Isso não quer dizer que Michele seja um homem, se vista como um homem ou viva se comportando como um homem porque ela gosta de mulheres. Nem que ela tenha um pênis e testículos. Siginifica que ela ganhou essa personalidade conforme foi crescendo, conforme foi sendo criada, e o que complementa isso e a faz feliz é a figura feminina que Carla representa.

“Quando [Michele] perfurou Carla com seu olhar na aula da faculdade, era uma mulher bonita, bem cuidada, mas dotada de uma postura e um magnetismo inscritos nas referências culturais como masculinos.”

De alguma forma elas não estão erradas, afinal, nos relacionamentos, nós buscamos por fatores que nos complementem e nos façam bem. Assim, nos apegamos aos nossos opostos. Porém, o que não nos deixa nos relacionar com pessoas do mesmo sexo, apesar de sermos felizes, é a nossa cultura.

Assim, o que elas querem mais ainda é conseguir anular esse sentimento de separação. Afinal, somo todos homo-sapiens e o que nos difere não é – nem nunca vai ser – nossa cor de pele ou nossa sexualidade, mas sim a nossa cultura e o que pensamos sobre. Porém, essa cultura de que homem nasceu para ficar com mulher está ficando antiquada e, aos poucos, está sendo mudada.

No fim, o que a Michele e a Carla nos ensina é saber refletir e aprender a conviver com o que se é. Eliane Brum, autora da matéria, fala isso e comenta a experiência que teve na coluna dela aqui.